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Peregrinos participam de catequese com o Cardeal Orani Tempesta

23 JAN 2019
23 de Janeiro de 2019
Por: Priscila Xavier

Os peregrinos de língua portuguesa se reuniram na Paróquia Nossa Senhora do Carmo, na Cidade do Panamá, para o primeiro dia de catequese, na manhã desta quarta-feira, 23 de janeiro, segundo dia da Jornada Mundial da Juventude.
Esse é um dos 135 centros de catequeses espalhados pela capital panamenha, dividido em 25 idiomas. No local, pelo menos 400 peregrinos estiveram presentes e participaram desse momento de formação, ministrado pelo arcebispo do Rio, Cardeal Orani João Tempesta, tendo como tema “Eis-me aqui”.

Durante o encontro, Dom Orani enumerou os “sins” dados ao longo da vida. “Em vários momentos da vida dizemos sim: no batismo, no Sacramento da Confirmação, quando aceitamos ingressar numa ordem religiosa ou quando os jovens se decidem pelo sacerdócio. São muitos os ‘sins’ que damos a Deus, porém, se faz necessário permanecer firme nele”, disse.

O cardeal acrescentou recordando a entrega de vida de muitos cristãos perseguidos e martirizados. “Temos muitos mártires. Só no ano passado, segundo o Papa Francisco, mais de 3 mil cristãos foram martirizados. Ainda assim, somos chamados a dizer nosso sim. Na dificuldade, as pessoas desistem, não permanecem firmes. Mas os cristãos têm dado um bonito sinal, mesmo em meio as adversidades. É preciso que perseveremos nesse sim”, reforçou.
Durante a catequese, os jovens tiveram a oportunidade de receber o Sacramento da Reconciliação, através da Confissão. Após a pregação, eles participaram de um momento de partilha e fizeram perguntas ao arcebispo, que passaram desde o chamado vocacional até os legados deixados pela Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro, em 2013.

Em seguida, logo depois do momento de partilha, o Cardeal Orani presidiu a missa, que foi concelebrada pelo arcebispo de Juiz de Fora, em Minas Gerais, Dom Gil Antônio Moreira, por sacerdotes brasileiros e também muitos africanos, de países como África, Angola e Moçambique.
Na homilia, o cardeal destacou as ações de Jesus, mesmo diante dos os obstáculos que eram impostos para que Ele não curasse aqueles que mais necessitavam. “O Senhor nos mostra a visão de liberdade e vida nova ao fazermos o bem. Nós colocamos muito empecilhos para ajudar aos demais, assim como aqueles que queriam impedir o Senhor de curar o homem da mão seca. Mas Cristo vai ao encontro dele. Mesmo correndo o risco de ser condenado, Ele continuou curando. Quando conseguiram condená-lo, quando acharam que Ele se calaria, Jesus ressuscitou e nos deu a salvação”, comentou.

Dom Orani também acrescentou que “os cristãos sempre enfrentaram dificuldades e perseguições. Mas, em tudo, continuamos fazendo o bem, porque o amor a Deus e ao próximo é bem maior”.
Ele também deixou uma reflexão para os jovens: “Qual é a mão atrofiada que temos e que precisamos entrega-la para que Jesus nos cure? O que nós, enquanto jovens e Igreja, precisamos pedir ao Senhor para que nossa mão continue fazendo o bem?”, questionou

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